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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Praia do Carvalho - Lagoa, Algarve (Portugal).

O recorte da costa configura como que um “V” apertado, acomodando no seu interior um pequeno e acolhedor areal ladeado por paredes rochosas ocres e muito trabalhadas pela erosão. Um cénico e enorme leixão marca a linha central da praia, cortando o horizonte. 


A linha de arriba mantém-se altaneira em toda a extensão da praia: o acesso ao areal é feito através dum túnel escavado à mão na parede rochosa, onde se observam inúmeros fósseis marinhos embutidos. E alguém escavou com gosto e paciência, não só o túnel, mas inúmeros nichos, pórticos e até um cómodo espaço para um bar, em plena face da arriba. 

O barranco que antecede a praia é muito verdejante e alberga densos matos litorais onde dominam o zimbro, a aroeira e a palmeira-anã, a única palmeira nativa da Europa. Um emaranhado de lianas cresce profusamente sobre os arbustos, que se fazem colorir por líquenes na época húmida. Na rocha calcária já exposta à salsugem, crescem plantas típicas das arribas como o limónio ou o vistoso pampilho-marítimo.

Fonte: Portugal +

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Muralhas do castelo de Lagos - Lagos, Algarve (Portugal).

Em 1253, aquando da conquista definitiva do Barlavento algarvio, o castelo de Lagos tinha já um passado islâmico, como ponto de defesa da costa e um dos acessos privilegiados à cidade-capital de Silves. Infelizmente, desse primitivo reduto islâmico, que se pensa poder recuar aos primeiros anos da época califal, quando toda a península islâmica foi sujeita por Abd al-Rahmman III, nenhum elemento material foi, até agora, identificado, e as muitas obras por que toda a cidade passou, nos séculos seguintes, determinaram a destruição deste castelo e o seu sucessivo melhoramento.



As obras patrocinadas pelos nossos primeiros monarcas são também bastante desconhecidas. Sabemos que elas se iniciaram logo no reinado de D. Afonso III, mas notícias mais ou menos fidedignas dão conta da continuação do estaleiro pelos reinados de D. Afonso IV e de D. Fernando, pelo menos, esta última notícia relacionada, provavelmente, com uma campanha modernizadora, em plena crise europeia da Guerra dos Cem anos.

No reinado de D. Manuel empreendeu-se o mais ambicioso projecto de arquitectura militar da praça, reconstruindo-se grande parte da cerca medieval e alargando-se o seu perímetro, para albergar os numerosos fogos que cresceram como arrabaldes do burgo. Da campanha então executada, constava uma segunda cerca de muralhas e, mais importante, quatro baluartes, situados nas zonas mais sensíveis da fortaleza, precisamente aquela virada ao mar e à ria. Desses fortes, apenas se conserva o da Porta da Vila, a Sudoeste das muralhas, tendo os restantes sido suprimidos pela expansão urbana em direcção à ribeira, restando apenas o seu topónimo em algumas ruas, como as da Barroca e da Porta de Portugal. Em 1556 D. João III ordenou a conclusão das obras iniciadas por seu pai, mas conferiu especial atenção à muralha ocidental, por oposição ao projecto manuelino, orientado no sentido de fortificar as secções meridional e nascente. Esta alteração dotou a fortaleza de mais dez baluartes, tornando-a a primeira muralha plenamente abaluartada do território nacional .

Da grandiosa fortificação então construída restam alguns interessantes baluartes, que revelam bem a qualidade da construção e a importância militar que detinham. O baluarte da Alcaria, o mais saliente do perímetro ocidental, é um poderoso recinto quadrangular elevado, ligado às muralhas por uma rampa, e protegido por dois grandes orelhões. Os baluartes da Porta dos Quartos e de São Francisco, que fecham a muralha pelo lado poente, mantêm ainda os parapeitos concebidos para as máquinas de artilharia.
Apesar deste dispositivo militar, a cidade de Lagos não conseguiu resistir ao ataque de Francis Drake, em 1587, no âmbito da guerra entre Espanha e Inglaterra. Perante este facto, Filipe I ordenou a reconstrução e modernização da praça militar, campanha que decorreu nos anos seguintes, com algumas interrupções e até um relativo arrastamento das obras. Durante o domínio espanhol, a cidade de Lagos foi objecto de uma especial atenção. Em 1621, a secção medieval mais fortificada, onde se localiza o actual Castelo dos Governadores, foi transformada em residência do alcaide do castelo, procedendo-se, então, a obras de adaptação desse espaço.

Nos séculos seguintes, Lagos entrou em relativa decadência e as obras efectuadas limitaram-se a consolidar as antigas estruturas e a reforçar a linha costeira, com novos fortins na orla. No século XX, no âmbito das Comemorações dos Centenários, organizadas pelo Estado Novo, Lagos foi um dos pontos fundamentais. Intimamente ligada à figura do Infante D. Henrique, a cidade foi parcialmente reformulada, destacando-se a abertura da Avenida das Descobertas (que regularizou o traçado urbano junto ao mar), e as suas muralhas restauradas e, mais importante, desobstruídas de construções anexas. Na atualidade, as beneficiações continuam, como no caso do Baluarte da Porta da Vila, recentemente adaptado a observatório astronómico.

Fonte: Portugal +

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Arcos da Praia de Albandeira – Caramujeira, Lagoa, Algarve (Portugal).

Com a praia de Albandeira, o termo recanto ganha um novo significado. Para lá chegar, o visitante terá de percorrer uma estreita estrada que parece já não ser destes tempos. Tal como muitos dos caminhos da região no século passado, serpenteia por entre velhos muros de pedra solta, constituindo, por si só, como que um espaço eco-museológico.


Atravessam-se assim 2 km de característicos matos mediterrânicos que vão ocupando antigos pomares de sequeiro há muito abandonados.

A pequena praia de Albandeira surpreende-nos pelo encanto miniatural dos seus elementos – um pequeno promontório divide-a em dois areais acariciados por um mar de um azul puro e luminoso, o conjunto aninha-se como um brilhante entre pequenas arribas rendilhadas

Fonte: Portugal +

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Praia de Odeceixe - Aljezur, Algarve (Portugal).

A ribeira, que integra a maior bacia hidrográfica deste concelho, condiciona a dinâmica daquela praia, não só pela quantidade de sedimentos que a "alimenta", como também pela energia das cheias, que em períodos muito chuvosos pode condicionar a forma e a dimensão desta praia.




A Praia de Odeceixe insere-se assim na extremidade de um vale dominado por esta ribeira, culminando encaixada entre altaneiras arribas de xisto e grauvaques, característicos desta região.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ilha Deserta ou Barreta - Faro, Algarve (Portugal).

A ilha Deserta é uma das mais bem conservadas e menos frequentadas praias do Algarve. É uma área completamente desabitada da ria Formosa. Raro santuário, a ilha Deserta convida à tranquilidade e ao descanso.


Cerca de 10 km de silêncio e sossego caracterizam a ilha Deserta, onde tudo parece encaixar-se perfeitamente entre mundos tão distintos como a terra, o mar e o ar.

O acesso faz-se por mar, a partir do sugestivo cais da Porta do Sol, em Faro. Vale sempre a pena atravessar os labirintos de areia e vasa da ria Formosa e o barco serpenteia por canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os graciosos flamingos.

O cordão dunar mantém preservada a sua vegetação original bem como a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, gaivinas ou chilretas podem aqui nidificar tranquilamente, longe dos predadores naturais.

A partir do porto de embarque é possível fazer um percurso de natureza sobre um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho de ferro. Para nascente a ilha ganha robustez, configurando o cabo de St.ª Maria, o extremo meridional de Portugal Continental.